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segunda-feira, 27 de abril de 2015

A Sociedade Quântica – uma apropriação holística dos Novos Paradigmas


A Ciência mudou! E nestes novos horizontes –como admitem os próprios cientistas-, há lugar novamente para as coisas do espírito.
Quando o Positivismo surgiu, a espiritualidade pouco pode fazer, senão reafirmar as “coisas do outro mundo” –através do Espiritismo, por exemplo-, até para demonstrar o interesse persistente das pessoas pelos valores da alma. O Positivismo ajudou a sustentar sistemas filosóficos e sociais, em complemento com o darwinismo e outras doutrinas afins.
Não tardou porém para as coisas avançar, a Ciência fez as suas autocríticas como cabe, e hoje contamos com possibilidades abertas para as coisas do espírito. Espiritualistas de renome trocam informações com cientistas famosos, e existem até sábios dedicados a ambos os campos anunciando as novas sínteses.



A Física Quântica abalou seriamente as certezas sobre o mundo que conhecemos. Na verdade, o princípio de incerteza (em função da chamada “dupla natureza da matéria” –isto é, onda e partícula) é que domina esta visão das coisas, assim como as teorias das probabilidades quânticas. Tudo o que experimentamos é meramente... provável! Estes paradigmas reabrem pois o campo do livre-arbítrio diante das opções cósmicas. A realidade do fóton impede as certezas “positivistas”, sutilizando a matéria, e isto pode ser sublime pois Deus não aprecia as definições restritivas.


Naturalmente, muito de tudo isto pode ser mal usado. A Mecânica Quântica está na base da evolução tecnológica do século XX, sendo utilizada para compor transistores, o laser, o relógio atômico e a computação, sendo usada na medicina, na indústria e para muitas outras atividades humanas, assim como na guerra, inclusive através da bomba atômica –e muita coisa mais está em vista.
A pior coisa que pode existir é entregar pólvora nas mãos de crianças. Pois é “exatamente” isto que acontece hoje quando pessoas despreparadas administram o Estado e a Ciência em tempos tão perigosos para a humanidade e para o próprio planeta.

Fazendo a outra parte



A Ciência Moderna é altamente cuidadosa para criar os seus experimentos em laboratórios; mas, em relação ao ser humano, será que ela toma os mesmos cuidados? À primeira vista não, já que um caos aparente impera na sociedade moderna- não fosse o fato de que quase tudo o que acontece de ruim é “criteriosamente” planejado pelas inteligentzias do sistema capitalista. Sabidamente, quase sempre que animais são usados como cobaias, se destina a ser aplicado aos seres humanos.


Porém, não é possível impedir diretamente os desrumos da humanidade; aquilo que pode ser feito é buscar os contrapontos, de modo que aos poucos as coisas possam ir mudando através do exemplo e do modelo, ciente também da oposição que isto poderá suscitar, coisa que até certo ponto pode demonstrar que nossas ações estão no caminho certo. Contudo, o bom combatente sabe desarmar o adversário e impedir que ele se aproprie dos nossos recursos e ferramentas. Uma tática importante é evitar entrar no terreno do inimigo, erro que os socialistas cometem demais. A verdadeira oposição ao que existe deve abrigar valores e procedimentos realmente distintos.
Se para as trevas os laboratórios são importantes, para a luz eles são ainda mais preciosos, à diferença de que se trata aqui de experimentos alquímicos. A grande diferença entre a Ciência Profana e a Ciência Sagrada, é que aquela olha para fora e esta olha para dentro –o que não significa meramente contemplar a vida, mas criar meios para que isto possa se socializar.


Não podemos, nem devemos, evitar a fé, mas cabe investir com todas as forças na síntese da Ciência espiritual. O mundo necessita superar as dicotomias históricas que o trouxeram até esta situação e nas quais ele ainda vive. Fé e ciência persistirão, quiçá atualizadas ou ajustadas, como propôs um São Francisco de um lado e um Einstein de outro lado.
Assim, o melhor investimento a fazer no Futuro, será através do fomento de um Novo Modelo de Humanidade, que poderá nascer através dos novos laboratórios sociais, onde se trate de cultivar o equilíbrio das coisas. O ser humano necessita aprender a utilizar objetivamente a energia em sua vida espiritual, de uma forma concentrada e poderosa, visando a iluminação.


Para este fim é que cabe reorganizar os Augustos Laboratórios Sociais, e promover a abertura das Escolas Iniciáticas para o mundo transformando os Mistérios uma vez mais em Instituições Áureas, como fez o Brahmanismo na Índia e várias outras sociedades. As lendas de Shambala e Agartha fazem alusão a isto, coisas que tem sido ademais objetivadas muitas vezes como correu na Macchu Picchu e outros tantos santuários semelhantes. Este será o primeiro grande passo, concreto e objetivo, em direção à Civilização Cósmica sonhada para a Nova Era.


Encerramos este trabalho citando, pois, um texto do grande divulgador dos Mistérios da Agartha no Ocidente, o Marquês Saint Yves d’Alveydre (1842-1909), sobre a “Ciência Iluminada” em "A Missão da Índia na Europa":

Oxalá que, em lugar de ser a serva da Anarquia governamental, a escrava da Força, o instrumento da ignorância, da iniquidade e da ruína pública de todas as nossas pátrias européias, a Ciência, levando de novo a tiara sobre a cabeça e o báculo na mão, subisse de novo às suas antigas cimas luminosas!

Sim, presidindo de novo as relações entre os povos, realizasse por fim o que os profetas de todas as Religiões lhe têm profetizado, que divino concerto reuniria de novo os membros ensangüentados da Humanidade!



Isto já não seria um Cristo na Cruz cobrindo toda a Terra, senão um Cristo glorioso refletindo todos os raios sagrados da Divindade, todas as artes, todas as ciências, todos os esplendores e todos os favores deste Espírito divino que iluminou o passado, e que através de dolorosas gestões, tende de novo a iluminar o futuro.

A economia pública, livre do peso espantoso do armamento e dos impostos, tocaria com sua varinha mágica todo o existente.

Veríamos então renascer o Egito antigo, com seus Mistérios purificados, Grécia no esplendor transfigurado de seus templos órficos, a nova Judéia, mais bela ainda que a de Davi e Salomão, a Caldéia de antes de Nemrod.




Então, tudo, do cume à base da organização humana, se renovaria; tudo se iluminaria e se conheceria, desde o fundo dos Céus até o forno imenso do centro de Terra.

E não existe mal intelectual, moral ou físico, a que a união das Faculdades docentes e a união positiva do Homem com a Divindade, não pudessem providenciar remédio seguro.

As vias santas da Geração seriam de novo descobertas, as da Vida santificada, as do Trânsito iluminadas por inefáveis consolos, adoráveis certezas; e a Humanidade inteira realizaria a palavra do Profeta deslumbrado pelos Mistérios da outra Vida: 'Oh , morte!, onde está o teu aguilhão?'



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A flecha da evolução - em busca de uma - Sociologia Holística

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Engenharia Cósmica - Parte 2: A Arte de Sonhar Juntos


Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

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