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domingo, 8 de fevereiro de 2015

NOTÍCIAS SOBRE A MORTE DA TERRA : ACONTECIMENTOS FINAIS - GAZETA GALÁTICA DE 2040

De como uma sociedade sequestrou um planeta para num par-de-séculos esgotar a vida do único globo sabidamente animado do Universo.


Chegamos por fim ao fatídico ano de 2040, anunciado pelos cientistas como o ápice da nova extinção-em-massa planetária. Juntamente com todas as restantes formas de vida, a humanidade está praticamente dizimada, ela que se tornara como um câncer incontrolável sobre a face da Terra. Começa assim a lenta recuperação de um planeta agonizante, agora que o “elemento nocivo” que lhe fez tanto mal foi neutralizado.
Incrível como tudo se passou tão rápido – em parte, uma falsa sensação causada pela ignorância e pela ocultação dos fatos até o seu “último momento”. Conhecida há vários anos, apenas em 2015 se começou a divulgar mais amplamente as notícias sobre a próxima -e a mais trágica- Sexta Extinção mundial que se aproxima celeremente, colocando uma interrogação acerca da sobrevivência humana, a qual ainda paira todavia...

Desde a famosa data maia de 2012 anunciada como a mudança dos tempos, passou-se nada mais do que 28 anos até a nova extinção, um ciclo conhecido na Astronomia como o “retorno de Saturno”, trazendo muitas vezes acontecimentos dramáticos na vida das pessoas. Os novos tempos chegam assim com um rigor inaudito, onde ao homem é atribuído um papel definitivo no seu apoderamento sobre o rumo das coisas, do qual ele jamais esquecerá...
O ser humano sempre tão otimista sobre encontrar soluções, revelou-se na prática pifiamente impotente. Pensou em disseminar partículas metálicas para refletir a força do Sol, mas descobriu que elas seriam ainda mais prejudiciais. No fundo -e crendo quiçá na famosa "Teoria Gaia"-, muitos aguardam hoje que a Terra reative algum dos seus grandes vulcões para voltar a resfriá-la, coisa que poderia acontecer a qualquer momento. Este era considerado afinal um dos "sete sinais de que estamos caminhando para uma extinção em massa"Contudo, parece que o planeta não quis mesmo poupar esta humanidade de colher todas as consequências dos seus atos...


A colheita da insana semeadura

Pesou mesmo, na prática, os seus atos e omissões. Amparada pela bandeira do humanismo e por um materialismo “científico”, a burguesia colonialista do Planeta Terra tratou de explorar ao máximo aquele maravilhoso mundo até o seu esgotamento climático em poucas décadas, levando a Biosfera ao colapso completo mediante um aquecimento global sem precedentes, muito superior a todos os picos naturais que anteriormente haviam acarretado extinções em massa no planeta.


Como foi possível chegar assim tão longe? Sabedora que as coisas já tinham ido longe demais, e aproveitando-se do fato de que o aquecimento produzido tarda uns quarenta anos para impactar a atmosfera, a burguesia internacional simplesmente tudo fez para ocultar as informações realmente importantes e significativas sobre a situação –além de buscar “desmentir” sistematicamente as denúncias dos ambientalistas através de seus políticos corruptos, empresários ambiciosos, falsos cientistas e das suas redes midiáticas, ao lado é claro da máquina repressiva dos seus exércitos mercenários e polícias políticas disseminadas pela Terra para conter e constranger opositores-, a fim de que a população não se revoltasse ou colocasse empecilhos nos seus planos terminais de devastação e de exploração, absolutamente irresponsáveis e inconsequentes, mantendo a humanidade embalada no pão-e-circo através de sua poderosa mídia e seu falso liberalismo.
“Só o colapso da civilização industrial pode prevenir uma mudança climática descontrolada”, disseram alguns doutores nos últimos anos, levando aos poucos a uma desmobilização dos parques industriais“O grande problema da humanidade é não saber trabalhar com o cálculo exponencial”, afirmaram outros. Sabia-se que toda a evolução trabalha com a aceleração. Mesmo a sociedade industrial o fez quando buscou taxas de crescimento contínuos. Porém, ela nunca quis calcular as consequências ambientais disto...


Outras ideologias importantes da época vieram ao seu apoio. No próprio “Manifesto Comunista”, Marx-Engels apenas fizeram elogiar a frieza da síndrome desenvolvimentista da burguesia mundial, desprezando sistematicamente as visões “idílicas” das classes sociais mais antigas, e sem uma palavra sequer contra o colonialismo, e muitas pelo contrário: “Pela exploração do mercado mundial a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países. Para desespero dos reacionários, ela retirou à indústria sua base nacional.”
E sentencia: “A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção”. Elogiando a industrialização e a urbanização mais radical que “arrancou uma grande parte da população do embrutecimento da vida rural”, afirma apenas que as riquezas criminosas assim produzidas deveriam ser melhor repartidas com os trabalhadores ou que estes deveriam afinal se apoderar -utopicamente- dos próprios meios-de-produção.

O ser humano mexeu em coisas que não conhecia em absoluto. O nome disto é irresponsabilidade. E irresponsáveis devem ser tutelados. Por isto a burguesia e o proletariado foram por muitos milênios controlados pelas classes sociais mais refinadas e espiritualizadas, ou estas trataram de fomentar o seu esclarecimento e evolução cultural. 
As antigas sociedades e civilizações também devastaram significativamente o planeta através da ocupação intensiva, porém nenhuma delas chegou ao ponto de destruir a própria atmosfera do planeta.
Por isto muitas nações arrependidas bradaram em conjunto:



Este mundo não era uma lixeira, senhores industriais e prezados “materialistas históricos”! 
Este mundo era o único lar para o ser humano conhecido em todo o Universo.

Está por isto decretado o fim do dinheiro no Universo.
Está decretado o fim de toda a industrialização depredadora.
Está decretado o fim do racismo explorador.
Está decretado o fim da luta-de-classes que cinge as nações.
Está decretado o fim do materialismo histórico cego.
Está decretado o fim do colonialismo cultural no Cosmos.


Acontecimentos finais

E que destino teve a Humanidade –ou do que dela restou?
Pobre raça humana. Dentre todos as barbaridades que atravessara ao longo de sua história e evolução, jamais poderia sonhar que tais horrores poderiam acontecer em tão pouco tempo.

Naquele momento valeu como nunca a enorme capacidade de adaptação do ser humano, mais especialmente a sua natureza onívora, já que comer musgos e terra passou ser o mais comum e corrente. A vegetação não resistiu ao enorme calor e à falta de outros elementos atmosféricos. Com isto se rompeu toda a cadeia alimentar. 

O suor da Terra são as chuvas, e com o rápido aquecimento o planeta respondeu como faz um organismo à febre, com grande transpiração ou, no caso, chuvas torrenciais, capaz de gerar grandes transtornos nas estruturas humanas e na própria Natureza. Por excesso ou por falta de água, as grandes cidades ficaram cada vez mais inabitáveis. Havia também crise de energia, insegurança e vandalismo, falhas no abastecimento dos alimentos (por diferentes razões) e sempre muito calor.
Ademais, com a acidificação dos Oceanos e a poluição atmosférica, as chuvas também ficaram ácidas, destruindo a vegetação e poluindo ainda mais os rios matando peixes e anfíbios, além de causar inúmeros problemas para a saúde humana. Entre muitos outros problemas ambientais causados pela interferência humana na frágil e complexa teia-da-vida especialmente a partir da industrialização.

A extinção de insetos polinizadores pelos inseticidas e pelos transtornos climáticos, foi um dos fatores mais dramáticos para a brusca perda de produtividade dos alimentos. A Lei Marcial foi imposta pela própria população, para proteger a pouca vegetação e os seres vivos que resistiram. Em meio a tanta fome e restrição, se redescobriu que os jejuns eram capazes de curar quase todos os males, este foi um renascimento das práticas medicinais naturais.
Matar um animal silvestre era punido com a morte, e no final ingerir vegetação natural também era permitido apenas a uns poucos, sobretudo doentes e crianças. Embora muitos não fossem nada rigorosos em reprimir o canibalismo, especialmente sobre aqueles que eram condenados por “anti-ambientalismo’’. Havia boatos sobre campos-de-concentração, onde eram mantidos os prisioneiros de guerra e as pessoas rejeitadas pela sociedade.


           

Assim que a crise eclodiu de vez, todo tipo de doutrina, filosofia e ideologia “verde” apareceu e se destacou, dominando a política, as ideias e a própria religião. Os Partidos Verdes assomaram em inúmeras nações, assim como retornaram os Nacionalistas de distintas acepções, destacando os seus princípios protecionistas e soberanistas. Sob pressão popular, os partidos nazistas também foram tirados da clandestinidade, para expressar a xenofobia crescente ou apenas para defender as nações sob pressão. Muitos porém se popularizaram por adaptar as suas bandeiras. Na Europa, em pouco tempo o Naziverdismo adquiriu força descomunal, e se especulava como estaria o mundo ambientalmente se o Eixo tivesse vencido a Grande Guerra. Idealizava-se um Fürer “esteta” e “paisagista”, amante das antigas míticas naturalistas...


                

Fora os confrontos reais entre os "recoloridos" nazi-fascistas e os "melancias", uma das grandes contendas intelectuais era entre um novo “materialismo verde” e o verdadeiro holismo, uma vez que muitos desejavam experimentar a espiritualidade diante do espectro da morte que assolava o planeta. Aqueles eram então chamados de “sepulcros caiados” e “melancias”, e estes eram chamados de “supersticiosos” e “retrógrados”. Porém, os capitalistas e os materialistas já não tinham mais forças ou moral para combater e denegrir a ninguém ativamente. Os caminhos para a libertação das cadeias ideológicas pareciam abrir-se uma vez mais, e os anarquistas pensavam que por fim as suas utopias iriam poder aterrissar no planeta.


Os confliros finais entre as sociedades e as nações 

Parece contudo que nos últimos momentos as paixões religiosas (e em certa medida também as políticas) refluíram completamente. Algumas grandes religiões passaram a lutar entre si, senão para herdar os despojos da Terra, ao menos para que seus adversários não viessem a dominar um possível mundo futuro. Os mais indignados e os materialistas, por sua vez, estavam determinados a não permitir que nenhuma destas antigas forças sobrevivessem. Falava-se novamente em “Solução Final” e nas “Invasões Bárbaras”. Logo se viu recrudescer as mais cruentas das Cruzadas, mesmo que o petróleo já não fosse uma moeda viva naqueles dias, até pelo contrário, era chamado de “cobiça maldita da humanidade”.
Para buscar conter esta situação insustentável, os sábios de todo o mundo realizaram assembléias ecumênicas para procurar as soluções. Até que alguns sugeriram que as religiões do passado deveriam reconhecer as profundas mudanças mundiais existentes –globalização, crise ambiental, etc.-, e mais ainda, todo aquele mundo que se conhecia parecia estar rapidamente se transformando... E que as antigas doutrinas deveriam tratar de ajustar e relativizar os seus dogmas passando a focalizar mais algo novo, presente no seu bojo inclusive: as suas profecias. Afinal, parece que a hora realmente soava para tanto, um novo grande desafio pairava no ar, e respostas deveriam ser encontradas. Estas ideias abriram novas perspectivas para o convívio entre as civilizações e para cada ser humano. No mais, as pessoas não podiam ignorar estar sendo instrumentos para toda esta destruição, da qual seguramente as suas crenças mais remotas não poderiam lhes absolver...

No final contavam-se aos milhares apenas os seres humanos que conseguiram sobreviver em cada continente da Terra (especialmente sob o abrigo das antigas grandes florestas, em vales e depois nas cavernas), muitos deles remanescentes de antigas sociedades habituadas a condições precárias de existência, entre todos aqueles que pereceram pelas causas “naturais” críticas e a poluição, senão pela fome ou em epidemias sem qualquer forma de controle, pela violência selvagem e perseguições, ou praticaram suicídio-em-massa ou foram “justiçados” pela população por haverem praticado ou colaborado ativamente na poluição e na devastação ambiental.

Na verdade, tal como ocorrera na Idade Média, a pouca ordem que restara estava delimitada aos ambientes espirituais, mosteiros e aldeias fortificadas pela própria população, uma vez que quase toda a polícia política e os exércitos profissionais também desertaram ou foram aniquiladas pela população, nas fracassadas guerras-de-ocupação ou até por forças invasoras. Se tornou difícil seguir contratando mercenários quando o dinheiro deixou de ter valor –na verdade, em muitas partes ele se tornou um anti-valor, mostrado como o grande Símbolo do Mal. A grande economia se desestruturou e as sociedades passaram a adotar sistemas-de-troca e de partilhas. Os bunkers e os refúgios dos antigos milionários (sendo muitos deles ex-políticos) eram sistematicamente procurados por patrulhas populares em busca de recursos alimentares e para punir os proprietários. Praticamente não se exerceu mais a política, e o Planetarismo foi visto como uma nova forma global de Nacionalismo, numa defesa interna da Terra comum e da espécie humana.

Quando as crises ambientais realmente se instalaram, a revolta foi muito grande. A população se rebelou contra os seus governos e as nações se voltaram umas contra as outras. Alguns países ainda quiseram praticar invasões para explorar e colonizar ainda mais cruelmente, porém os protestos internos e as revoltas contra os países mais poluidores e colonialistas adquiriu tal vulto, que eles tiveram que desistir dos seus intentos. Na verdade, logo se inverteu mesmo esta tendência, de modo que as antigas nações ricas se tornaram alvo de incontáveis hordas furiosas que se julgavam justificadas a invadir, destruir e chacinar aquelas antigas sociedades abastadas, que tantas vezes construíram as suas fabulosas riquezas às custas do colonialismo e da exploração irresponsável do meio-ambiente.
Esta perseguição era estimulada por vingança, ou até por necessidade, no entendimento de muitos. Era comum encontrar nas cidades panfletos com dizeres como: “Você já caçou um capitalista hoje?” Outros iam mais longe dizendo: “Você já caçou o seu materialista hoje?” Todos os pontos-de-interesses sabidamente imperialistas eram atacados e destruídos –lojas, empresas, negócios. Os anarquistas e os eco-guerrilheiros se multiplicaram em ações de sabotagem e bloqueios às estruturas econômicas e civilizatórias. Nenhuma polícia era tolerada nas ruas, as gangs se uniram às várias militâncias politizadas para combater as forças de repressão. Guerrilhas, emboscadas, atentados e sequestros eram coisa corrente, até que a morte falou mais alto e as pessoas-de-bem começaram a organizar melhor a sua rebeldia, procurando mais a autonomia do que o simples protesto ou o vandalismo.


Diante do espectro da morte inevitável ou da vida miserável, o antigo ideal da “morte digna” ressurgiu para milhões, concedendo uma força especial a inúmeros bravos guerreiros de Gaia. Era preciso deter a qualquer custo este terrível incesto de violar a Mãe Terra incontrolavelmente, em operações que nenhuma nação moderna poderia se declarar inocente. Paradoxalmente, a humanidade iria pagar com a sua própria vida o uso dos fósseis antigos, reabastecendo com seus bilhões de corpos as entranhas da Terra...
Dizia o povo simples então aos seus opressores: “- Nos roubaram a alma, nos sequestraram o corpo e agora querem tirar até o nosso planeta...!? Filhos do Diabo, mensageiros malditos do inferno.” Era uma velha lição a ser reaprendida –e a que preço!: a da unidade das coisas. Longamente o ser humano irá conviver com os destroços da sua “civilização científica”, para não esquecer as consequências da ilusão e do afastamento da integridade humana.
Muitos e muitos se perguntavam, jogando os braços para o céu: "Porque tudo isto, meu Deus, porque?!?" -como se "Deus" tivesse alguma responsabilidade nisto tudo, a não ser aquela de conceder ao ser humano o livre-arbítrio. Aqueles que amavam a sabedoria sempre respondiam o mesmo: “-É que esquecemos profundamente da vida real.” Isto enfurecia, naturalmente, aqueles que até há pouco se julgavam detentores absolutos da ideia do “real”.

A transição e o destino dos sobreviventes

Naquelas condições, a maior parte das pessoas projetava as suas últimas esperanças numa “outra vida”, e os céticos já quase nem as criticavam mais, eles que, quando não se “convertiam” muitas vezes morriam de depressão, eram imputados e mortos, ou se dedicavam desesperadamente a ajudar a humanidade das formas como podiam, em busca da própria redenção ou por qualquer boa fé remanescente.
Em função disto, nos últimos tempos a Terra também assistiu o reflorescimento de uma autêntica espiritualidade. Muitos concluíram que a escola formal era parte do estamento de alienação pessoal e de exploração humana e da destruição da Natureza. Os jovens passaram a abandonar em massas as escolas, optando pelo trabalho em vilas ambientalistas e a dedicar-se à espiritualidade.

Muita gente teve a percepção de que o mais importante seria aproveitar o tempo que ainda havia para se dedicar à Natureza e buscar uma preparação espiritual profunda, sabendo que o planeta teria doravante poucas condições de receber muita gente para reencarnar, que os processos espirituais da grande maioria ainda eram incipientes, e que quase todos moviam-se todavia entre muitas crenças e superstições. Será este um grande aprendizado e uma oportunidade de encontrar caminhos de equilíbrio e acima de tudo a necessária humildade e modéstia ante forças que não controlamos, como aprendizes de um mundo no qual como humanos não somos sequer os seres mais importantes.
De início apareceram muitos falsos profetas e oportunistas, como seria de se esperar, porém os farsantes e os aventureiros logo foram denunciados ou saíram de cena, face a gravidade do quadro instalado, onde as pessoas faziam questão de obter respostas consistentes e estavam dispostas a fazer esforços especiais, sujeitas como estavam já a tantas austeridades e privações...
O franciscanismo foi revalorizado como religião popular e o xamanismo se tornou quase unanimidade entre os místicos e esotéricos. As grandes respostas vieram porém através daqueles que souberam atender o Chamado pelo Santo Graal ocorrido sob as sombras da Guerra Fria, quando alguns optaram pela “ida para o deserto” ao invés de aceder ao tirano ou de confrontar os grandes opressores, onde trataram então de realizar uma formação holística especial através de uma Cultura Alternativa, contribuindo ocultamente também para o final daquele conflito e depois para a reorientação da humanidade através de sínteses fundamentais.




Através destes se organizou rapidamente as novas cidades sustentáveis -comunidades fraternais onde não se fazia nenhuma acepção de pessoas-, visando preparar a transição planetária. Ali todos se dedicaram intensamente ao reflorestamento, assim como à busca criteriosa da iluminação completa através das técnicas mais precisas e velozes. De modo que muitos conseguiram alcançar a libertação a tempo -isto é, antes de falecer ou do planeta se esgotar.
Todos aqueles que estavam nas verdadeiras sendas de luz e bebendo dos Ensinamentos mais abençoados, se reconciliaram por fim com Deus (ou com as “fontes cósmicas”), através da busca das Harmonias Universais. Estes sempre encontravam conforto nas adversidades da maneira mais misteriosa: refrigério no calor, companhia na solidão, repouso na fatigues, alimento na privação, sabedoria na humildade. E muitos mistérios de outros mundos, universos e dimensões também se lhes descortinavam dia após dia. 
Secretamente, entre lástima e consolo, estes filhos do novo tempo se regozijavam de saber que estivessem onde estivessem eles estariam amparados pelos céus, ao passo que os seus perseguidores jamais abandonariam o inferno e a condenação por mais exércitos que pudessem contar. Na simplicidade e na Natureza, na fraternidade e na luz do espírito, eles encontravam a sua paz e a sua fortaleza. E podiam dizer com Epicuro:As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo".

Pouco a pouco, o ser humano reaprendia que o planeta é apenas e tão somente um ninho, para se aprender despojadamente a voar para o infinito. E que não obstante deve ser zelosamente cuidado, porque se destina a muitas e muitas gerações para cumprir a tarefa cósmica da semeadura das almas e dos mundos distantes.
Por isto, naqueles dias de dor houve também grandes encontros e inesperados reencontros, em meio a tanto sofrimento profundas alegrias foram experimentadas; depois que os seres humanos pactuaram que deveriam ser mais humildes e redirecionar o seu livre-arbítrio para coisas mais positivas e equilibradas. Finalmente, os trilhos do destino estavam sendo reencontrados, e o ser humano já não precisaria ter tanta pressa. O tempo seria seu amigo uma vez mais.

As profecias mostraram-se ao final tão precisas que praticamente substituíram uma descartável Ciência, falsa doutrina sujeita aos mais levianos humores humanos, que acabou servindo apenas para se auto-aniquilar. Uma das principais ordenações populares que cedo emergiu, foi obrigar os técnicos e os cientistas a desmantelar ou isolar toda as estruturas tecnológicas sofisticadas perigosas, especialmente as centrais nucleares, além de desmantelar as grandes hidrelétricas na medida do possível.

Nada disto era de todo desavisado. Os antigos persas diziam que a cada 12 mil anos acontece um diluvio mundial, alternando-se entre um de fogo e outro de água (São Pedro também recorreu a uma linguagem muito semelhante, em II Pe 3:5-7) -e segundo Platão, faz quase 12 mil anos que ocorreu o último Dilúvio-de-Água, aquele sob o qual pereceu a Atlântida. Os próprios astecas declararam que o mundo atual terminaria “em fogo e terremotos (comumente associados a vulcões)”, ideia que existe na verdade em quase todas as Escrituras do mundo: no Alcorão, nos Puranas, na Torah, etc. Nem por isto, o ser humano tratou de evitar as causas que poderiam levar a isto, ele que poderia tê-lo-feito, mas que fora tão soberbamente cético quanto às profecias, o que representa a suprema das ironias!
O anunciado Juízo Final de fogo pode se revelar pois totalmente exato até com variantes, entre os incêndios contínuos que varriam o planeta, as secas endêmicas irremediáveis, o calor tórrido difuso, a poluição acumulada e ampliada pela liberação do metano inflamável, os vácuos atmosféricos da camada de ozônio, as guerras até atômicas e as revoltas disseminadas, além das diversas enfermidades. Tudo isto e mais a virtual extinção da vegetação das terras e dos oceanos extremamente aquecidos, redundou no baixo teor de oxigênio que sugava a vitalidade da população, impedindo contudo maiores explosões.


Com tudo isto, a predição apocalíptica sobre “as pessoas desejarem morrer e não conseguir” também sucedia lastimosamente. Não havia refrigério sobre a face da Terra. O calor escaldante daqueles dias fazia com que as cavernas mais profundas fossem violentamente disputadas. A pele das pessoas ressecava e quebrava em feridas. A desidratação era a morte mais comum e os fetos não conseguiam se desenvolver.
Mas não foi apenas isto. A população revoltada buscava caçar os principais responsáveis pela destruição ambiental. Muita gente era mantida como escrava, devorada ou torturada com requintes de crueldade. Tudo isto aconteceu naqueles últimos anos, as piores barbáries, mas também grandes aprendizados e muitos gestos nobres e engrandecedores.

Sem o aprendizado e o desenvolvimento de novos dons humanos, a espécie seguramente não sobreviveria. Treinamentos com o jejum e o respiratorianismo (o “viver de luz”, que alguns preferiram com o tempo rebatizar pelo mais abrangente “viver de amor”) se revelaram ao final cruciais para a sobrevivência humana. A possibilidade da mudança dos paradigmas da consciência estaria abalizada pela Ciência desde as configurações da Física Quântica, porém a inércia cultural e a atrofia econômica impediram a disseminação de novos comportamentos.



Também merece observar que, desde a virada do milênio e em especial no contexto de 2012, foi anunciada a chegada da Sexta Era solar e sua nova humanidade (tendo por berço as Américas, como dizia o Teosofismo sobre a vindoura Sexta raça-raiz) –da qual a chamada “Sexta Extinção” seria uma analogia-, sujeita a provações de ordem especial por estar destinada a ativar a chakra cardíaco através da quarta iniciação, denominada “a crucificação espiritual”, cujas chaves são ideias como o INRI ou igne nature renovatur integra, “a natureza se renova mediante a ação do fogo”. Este grau sujeita o iniciado à destruição parcial dos corpos físicos e demanda um grande esforço através da auto-cura espiritual. A nova extinção planetária trataria de oportunizar –ou exigir- este esforço coletivo e espiritual dos filhos dos homens, a fim de adquirir superior estatura e autonomia espiritual.

A geração que nasceu em torno de 2012 e cresceu ouvindo falar sobre a Sexta Extinção, foi de certa forma capacitada para enfrentar esta dramática situação. Por isto os sábios disseram aos pais desta geração: “Não escondam os fatos futuros de seus filhos, não tentem poupá-los por nenhum motivo, por mais dura que seja a realidade, por que isto sim poderia ser fatal para a sobrevivência humana: antes, eduquem-nos para aquilo que virá, porque este é o seu destino. O ser humano muito pode se for treinado e preparado para tal. Esta é a última geração que receberá os nutrientes necessários à vida humana normal, coisa importante para 'aclimatar' a espécie para as suas novas transformações."

Ademais, a informação correta possibilitou que muitos fizessem os preparativos espirituais necessários para a consolidação e a liberação da consciência, através da iniciação e da iluminação verdadeira, alcançando assim a tão almejada imortalidade da alma, meta suprema da condição humana como tal. Através disto, até mesmo a tão desejada “ascensão espiritual” poderia ser procurada...

Conclusões 


Representa uma hipocrisia inominável o autoproclamado homo sapiens sapiens afirmar haver se tornado um “colaborador da Natureza” em relação ao homem primitivo dito “predador”, depois que os recursos naturais deixaram de ser suficientes para a sua sobrevivência pelo duplo-motivo do 1. esgotamento ambiental destes recursos e do 2. crescimento populacional excedente -e não obstante ainda seguir devastando de tal maneira todo o planeta..! E a bem da verdade completa, várias sociedades “primitivas” adotaram muitas vezes formas de vida autosustentáveis a tal ponto de subsistir muito mais do que as subespécies e culturas posteriores e ser apenas por estas dizimadas estúpida e covardemente.

Ademais, jamais se concretizou a possibilidade de contatar outros planetas com vida semelhante (ou que estas viessem resgatar os “eleitos” como queriam alguns) e nem de criar condições salutares para a vida humana em outras partes do sistema solar. As últimas expedições extraplanetárias tinham o propósito de investigar esta hipótese mas apenas restou a frustração e a impostergável necessidade do ser humano defrontar-se consigo mesmo.
Enfim, tal como nas suas cinco extinções anteriores, a Terra não morrerá de todo, apenas eclipsou ou hibernou profundamente, como num coma profundo. As extinções biológicas seriam como as “mortes virtuais” que acontecem todo tempo na própria Natureza (como na morte de uma árvore ou de um ser animado que vive na sua descendência), e onde restam apenas sementes de vida para repovoar o planeta de uma nova maneira, sem dúvida cada vez mais frugal. Alguns até veem isto como formas cósmicas de Iniciações Planetárias, dada as provações pelas quais passa a humanidade periodicamente.
No final, se verá que para a reduzida população restante, não será tão difícil encontrar alguns refúgios aqui e ali, até que o planeta comece a mostrar novamente algumas ilhas de fertilidade. E então tudo possa recomeçar novamente rejuvenescido, dentro de uma nova volta da eterna espiral dos tempos.


Para saber mais: 
Cientistas preveem extinção da humanidade até 2040 (video com entrevista completa)
Começaram as Últimas Horas da Humanidade (video)
A Sexta Extinção em massa
Metano na Plataforma do Ártico Siberiano Ocidental (video)

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