UM GUIA PARA OS TEMPOS NOVOS

Clique nas imagens laterais para acessar páginas, blogs, grupos, videos, livros, cursos e palestras.

INICIAL EDITORA VIDEOS GRUPOS GLOSSÁRIO

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A TERRA PODE MORRER?


Claro que os seres vivos podem morrer e morrem, até mesmo se extinguem. Regiões inteiras da Terra foram desertificadas pela ocupação massiva irracional, e muitas espécies foram extintas pela predação humana sistemática e empobrecimento ambiental.
Mas, e um Planeta como um todo, também poderá morrer? Visivelmente, existem planetas vivos e planetas sem vida, embora nestes não se possa dizer ter havido vida abundante como o nosso. Notavelmente o tema não é discutido desde o ângulo ambiental, somente pela conexão com o Sol, merecendo daí uma investigação especial.


Gaea, a Terra, a primeira deusa (junto com Urano, o céu)

Em 1972 o pesquisador James O. Lovelock propôs a “Teoria Gaia” inicialmente como “hipótese de resposta da Terra”. O conjunto de mecanismos e dinâmicas do planeta podem sugerir um organismo vivo.
“Dinâmica” é uma palavra que define bem a natureza dos seres vivos. A morte significa a detenção dos movimentos internos e seus ciclos de interação ambiental e social.
Mas, o que dá afinal o dinamismo da Terra? O ser humano estará atuando ao nível das suas causas?
A realidade é que o ser humano ainda sabe muito pouco sobre o planeta que habita, e para piorar, saber nem sempre o ajuda a evitar o pior...


A Terra é um organismo complexo, com dinâmicas de muitos níveis, desde os seus interiores magmáticos até as camadas atmosféricas e a magnetosfera exterior. Sabemos que as forças internas da Terra afetam a superfície través de terremotos e vulcões, que podem ter poderosos efeitos sobre a atmosfera e a crosta e até a litosfera, e em decorrência sobre a e a biosfera. O ser humano está afetando basicamente estes níveis mais “superficiais” através da poluição e da mineração.
A desestruturação da criosfera (ver video) através da emissão concentrada de CO2 a atmosfera, aquecendo também os Oceanos, vem desestruturando os ciclos dos ventos no planeta, afetando o clima global e gerando extremos de temperatura. Estes extremos poderiam ser comprados a estados febris num organismo enfermo?


As enfermidades a que um organismo está sujeito são diversos. O tipo de enfermidade se relaciona com a natureza do efeito invasor e do estado prévio do organismo infectado -se é jovem ou idoso, por exemplo. Aparentemente, quanto mais poderosos é o organismo, maior é a sua resistência.

O grande problema é que a vida que praticamente nos importa está na superfície da Terra. De forma semelhante, se perdêssemos os nossos sentidos que nos dão o poder de interação com o mundo, pouco valor restaria à vida.
Contudo, a limitação dos sentidos é uma das provas da iniciação, e nisto a humanidade poderá ser testada para evoluir “para dentro” de si. Um aspecto disto são as culturas trogloditas ou cavernícolas. A vida subterrânea tem sido buscada em muitos momentos da humanidade e foi uma das primeiras formas de proteção humana.
Existe inclusive certa versão das lendas de Agartha (ver video) que asseguram haver sociedades humanas evoluídas vivendo nestas condições. Antevendo as crises atmosféricas ora em curso e também as suas decorrências sociais, muita gente com recursos para tal, começa a construir abrigos subterrâneos abastecidos, entre outras medidas menos radicais.


O planeta poderá não morrer facilmente. Contudo ele pode adoecer, e entrar em convulsão, prévia a alguma espécie de coma profundo? As correntes atmosféricas e marítimas não deverão se deter de todo por causa do movimento de rotação do planeta. O clima que temos é algo muito complexo, e talvez esta complexidade seja perdida, mantendo-nos sujeitos a climas “temperamentais” e extremos e à perda das Estações. A crosta terrestre e as estruturas humanas sofrerão seriamente sob os climas extremos –frio, calor, tufões...

Contudo, não sabemos se mais tarde até isto pode acabar, sob um estado de fraqueza ou debilidade das forças atmosféricas remetendo-nos ao “coma” citado, onde as condições poderão ser outras, certamente bastante mais quentes como se prevê. O agravamento das crises forçará o ser humano a deixar de poluir.


De fato a Terra ainda não pode morrer, mas certamente ela deverá “pausar”. Outra opção clínica para coma é “prostração”, como soer acontecer aos organismos enfermos visando economizar energias e se recuperar. Algo semelhante poderá acontecer ao planeta, enquanto a humanidade refaz os seus rumos e a terra se acomoda a sua nova condição (?).

A certa altura, talvez entrem em atividade aquelas forças subterrâneas profundas, as quais se atribui hoje as próprias origens da vida. Um supervulcão pode criar uma capa de fuligem com drásticas consequências, e não se pode descartar este acontecimento que periodicamente acontece no planeta desencadeando inclusive períodos glaciais. O fogo interno seria uma das garantias da vida de nosso planeta, da mesma forma como a energia Kundalini assegura a força interna do ser humano.


Aion, deidade do tempo cósmico

Ademais existe o fenômeno natural interessante da hibernação, que algumas espécies naturais adotam sob invernos rigorosos aos quais estão sujeitos. Tal coisa realmente sucede ciclicamente ao planeta sob as glaciações, como agora é esperado suceder novamente. Acrescente-se a isto, e certamente relacionado, o fenômeno cíclico “astrológico” do Pralaya, o “descanso de Brahma” (deus Criador) que ocupa a metade do arco cósmico do Grande Ano de Platão indo desde a Era de Capricórnio (a qual abre o Inverno no hemisfério Norte, que é matriz da Astrologia ocidental) até a Era de Leão, de modo que atualmente entrando na Era de Aquário estamos nos preparando para esse grande evento planetário, no qual o ser humano praticamente deve abandonar maiores atividades civilizatórias para sujeitar-se a ordens espirituais e naturalistas.

Seja como for, estaremos entrando numa séria fase-de-transição planetária, onde deverá surgir também um novo modelo-de-humanidade, além é claro da extinção que a própria a espécie humana estará ameaçada (que não deve acontecer por se tratar da espécie mais adaptável de todas), entre tantas outras que também desaparecerão...
A questão está lançada, e nesta matéria talvez apresentamos lamentavelmente (?) mais perguntas do que respostas. O ser humano possui poucas informações sobre o seu mundo, como se colocou de início, e este autor é apenas alguém interessado, mas não é nenhum especialista nestes temas.



No mais, as nossas propostas ambientais passam sobretudo pela socialização da sustentabilidade, através de filosofias sociais ambientalistas e da criação de novos ambientes coletivos sustentáveis (ver Cosmópolis), partindo da ideia de que ações sociais práticas devem ser tomadas porque não se pode combater um mal coletivo através de medidas apenas particulares.

Assim, a criação de uma sociedade ambientalista e, mais ainda de uma Civilização Cósmica ou planetária são medidas que a seu tempo devem surtir efeitos importantes, porquanto se dediquem intensamente à restauração ambiental e ao emprego da Ciência para a criação e não para a destruição do planeta.



Nenhum comentário:

Postar um comentário