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domingo, 7 de dezembro de 2014

CONSCIÊNCIA QUÂNTICA

Apesar de todas as suas grandes mazelas, o Século XX também viu o surgimento de uma Nova Ciência, pautada pela Relatividade, a Física Quântica, o Construtivismo, a Genética, a Cibernética o Behaviorismo e muito mais, muitas vezes capaz de revalidar premissas muito próprias da Tradição Universal de Sabedoria. Talvez esta seja uma forma de compreender o Arcano XX: “O Juízo”, pois cada um se julga a si mesmo pelas opções que realiza. Outro nome desta carta é “A Ressurreição”, afinal também foi um século de luz e de revelações, rompendo com a dicotomia que antes parecia se oficializar de maneira crescente entre Ciência e Filosofia –enfim, se poderia falar de “sinais dos tempos”...

Talvez o fato mais importante da Física Quântica (FQ), é que ela restabelece o primado da consciência. E através disto, se recoloca as questões relativas ao próprio... livre-arbítrio humano! Estamos falando, pois, da premissa mais misteriosa existente dentro da FQ, que é a possibilidade de atuar com o mundo de uma maneira diferenciada e deliberada, como se a luz fosse onda (fóton) ou partícula (quantum). Nós inclusive sugerimos que esta dualidade quântica seja apenas uma base e que a consciência é capaz de acessar ainda outras “opções”, com as quais a humanidade atual não tem estado todavia alinhada.
O nome desta Física vem deste último –o quantum-, talvez pelo anterior ser tema ainda abstrato demais para ser explorado maiormente, mas podemos entrever que este possa vir a ser neste caso o campo mais próprio para ser explorado pelos investigadores da consciência-pura, os quais tem flertado de maneira bastante livre com os grandes cientistas e pesquisadores, quando não são estes mesmos que assumem ambas as vertentes.
O tema da "Consciência Quântica" é extremamente instigante dentro da Física Quântica, e muitos investigadores de renome tem analisado ricamente o assunto, em debates acalorados e originais. Sucede basicamente que, devido ao seu caráter não-determinístico e baseado antes em probabilidades, "foi necessária a consciência para completar a mecânica quântica" (E.P.Wigner)

As implicações da FQ vão muito além da Física, afetando diversas disciplinas –entre elas as ”Humanidades” e a própria Psicologia e afins, levando alguns a imaginar que “a alma seja um computador quântico”. O fato é que as considerações quânticas investem inclusive na possibilidade de se separar mente e cérebro, apresentando muitas vezes mais perguntas do que respostas. As investigações neste campo têm originado um verdadeiro léxico novo atestando a importância das inovações e a complexidade das suas teorias –pois realmente muita coisa pertence à especulação nesse campo, tal como as famosas "singularidades” que são zonas de densidade infinita presentes nos buracos negros e que teoricamente se expandem para criar universos. 
Contudo o famoso “Big-Bang” também se considera uma teoria porque existem outros modelos viáveis, alguns deles incômodos para a mente mais objetiva, sujeitando as abordagens divulgadas a questões filosóficas como admitem certos cientistas mais honestos. De fato, a própria escolha do nome desta Física já pode soar tendenciosa, pois quântico vem de quantum que é apenas uma das duas “possibilidades” de enxergar a luz. Os termos “Fótica” e “Fotônica” foram destinados ao campo de investigação da luz em si, sem maiores subjetividades todavia.

Do cérebro para a Mente

Devido a esta porta aberta para a “vontade” podemos entrever tempos em que a mera deliberação possa acionar mecanismos físicos, ainda que o mais importante deva ser realmente o resgate do próprio Primado da Consciência e a revalidação das pesquisas da Mente ou da “Consciência Pura”. E tudo isto parece confirmar a nossa ideia de que a Alquimia está mais para a Física do que para a Química propriamente dita.
Diante deste campo que se abre ao subjetivo, se a nossa escolha por qualquer razão (vocação, curiosidade, etc.) for a experimentação interna –uma parte sempre mais afeita aos místicos que aos cientistas-, podemos começar com coisas muito simples para investigar esta faceta interior do universo. E nisto se pode inclusive contar com um apoio seguro do campo da mística ou da espiritualidade.

Antes de tudo, deve ficar claro que o “fóton” aponta para o universo do Ser, atuando no aqui-e-agora e sem maior investimento na ideia de tempo ou decurso, sem tampouco antagonizar com o Vir-a-ser mas com ele dialogando como polaridades.
Para o sucesso deste princípio sempre se fez importante a organização de um ambiente favorável, capaz de auxiliar a consciência a se manter em níveis elevados. O “retiro” para fortalece esta consciência é uma tradição universal, através dele se favorece a dialética com métodos de vir-a-ser que ampliam e reforçam o ser, como são as práticas de orações e de iogas. Naturalmente estas técnicas ampliam e reforçam a consciência, sobretudo porque elas são como formas concentradas de investimento-no-ser. O ambiente harmônico permite “guardar” ou acumular a energia-consciência o invés de dissipar com conflitos, poluição e também gestos perdulários de energia que sempre terminam por debilitar fortemente a consciência.
Graças a isto, com o reforço das práticas a consciência apenas se reforça e a energia se acumula, sendo capaz de conduzir seguramente às iniciações superiores como condições estáveis de maior energia pessoal que também favorece o acesso a experiências mais elevadas. Assim, as práticas seriam uma forma tradicional e uma variante do sistema de “reforço” propugnado por B.F.Skinner em “Walden II”, além de contar com a base natural harmônica trazida por H.D. Thoreau em “Walden ou a Vida nos Bosques”. Tal Escada Cósmica pode ser equiparada à própria estrutura do DNA, que seguramente também se reformula através destas “experimentações”.

Porém, tudo isto são sinais de uma Nova Era da humanidade. Desde os anos 50 ou 60 as crianças vêm ao mundo com nítidos sinais diferenciais, como nascerem geralmente com os olhos abertos. Contudo, isto não afasta a necessidade da educação e da formação destas gerações em “escolas” mais integrais e até permanentes, e que deveriam ter um perfil muito diferente da escola comum, sob pena de apenas fomentarmos o escapismo e a desatenção, tornando estas gerações vítimas de si mesmas ou do próprio sistema condicionador.
É que quando a própria humanidade acessa certo patamar de evolução ou surge a necessidade/ possibilidade de uma mudança de paradigmas, se faz preciso também preparar ambientes sociais mais elevados, onde a diferença com ashrams e mosteiros se mostra por exemplo num investimento em novas instituições, a partir mesmo da criação de novas “cidades-laboratórios”.

Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agarthawww.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br, Fone (51) 9861-5178

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